quinta-feira, 26 de junho de 2008

Crenças da Galaxia IV

- A Fé dos Goblins.

Os goblins acreditam em um espírito supremo cósmico, que é adorado de muitas formas, representado por deidades individuais. Esta crença é centrada sobre uma variedade de práticas que são meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes e realizar a verdadeira natureza de seu Ser. A religião goblin não possui apenas um único fundador e é baseado em textos religiosos desenvolvidos por vários séculos que contém insights espirituais e fornecem um guia prático para a vida religiosa.

O Snathana, O Caminho Eterno, é o nome que tem sido usado para representar a fé goblin desde a antiguidade. De acordo com os goblins, transmite a idéia de que certos princípios espirituais são intrinsecamente verdadeiros e eternos, transcendendo as ações goblins, representando uma ciência pura da consciência. Mas essa consciência não é meramente aquela do corpo, da mente ou do intelecto, mas a de um estado de espírito supramental que existe dentro e além da existência, o imaculado Ser de tudo. A religião dos goblins é a busca inata pelo divino dentro do Ser, a busca por encontrar a Verdade que nunca foi perdida de fato.

O Snathana tem uma concepção social que se expressa num sistema de castas que estão ligadas às tendências predominantes nos indivíduos. Assim, aqueles em que são inclinados às atividades espirituais, à filosofia, à literatura, às artes, às ciências e ao conhecimento serão da casta dos Rhamin. Áqueles inclinados naturalmente a atividades enérgicas, agressivas, à conquista de coisas (terras, riquezas) e pessoas (domínio dos outros), à aversão à pobreza e à modéstia, à busca da fama e da notoriedade serão Shatra (guerreiros e governantes) ou Vasha (comerciantes, proprietários de terras). Na casta dos Hudra (artesãos, operários, camponeses) estão todos àqueles inclinados à passividade, à inércia, à falta de ambição, à ignorância, ao medo de assumir responsabilidades e riscos, a viver o dia-a-dia em ocupações humildes, repetitivas e cansativas, deixando-se conduzir pelos mais fortes e enérgicos.

Existem ainda os "sem casta”, chamados Til ou “Os Parias”. São constituídos por aqueles (e seus descendentes) que violaram os códigos das castas a que inicialmente pertenciam. São considerados impuros e, por isso, ninguém ousa tocar-lhes. Fazem os trabalhos considerados mais desprezíveis: recolha de lixo, coveiros, talhantes, etc. Fora do sistema das castas, também existem os Tilian (escravos), os Avasis (outros povos goblinóides) e os Echhas (raças estrangeiras).

Neste sistema o goblin só é entendido como pertencente a uma casta a quem ele deve fidelidade absoluta. Se por acaso infringir as normas da sua casta, o indivíduo é expulso, tornando-se um paria ou intocável (Til).

Todo goblin tem como ideal a seguir os "quatro objetivos da vida": amká, atrha, harma e sharu. É dito que todos os goblins seguem o amká (prazer, físico ou emocional) e atrha (poder, fama e riqueza), mas brevemente, com maturidade, eles aprendem a controlar estes desejos, com o harma, ou a harmonia moral presente em toda a natureza. O objetivo maior é infinito, cujo resultado é a absoluta felicidade, sharu, ou a liberação do ciclo de renascimentos (o ciclo da vida, morte, e da existência dual).

O sistema de estratificação social firmado sobre a concepção das castas é o maior empecilho para a propagação da fé snathana entre outros povos, afinal para a religião goblin um estrangeiro sempre será um Echha ou Tilian. Este é, também, o principal motivo de impedimento para que goblins se convertam a outras crenças – um goblin que faça isso é imediatamente considerado um paria – e aqueles que o fazem preferem manter segredo sobre sua conversão.

A única exceção são os Til que estão se convertendo maciçamente a fé cristã – trazida por escravos humanos – porque está não os exclui. Tal movimento de conversão tem chamado a atenção dos sacerdotes e autoridades goblins, que preocupados com a subversão da ordem social iniciaram um amplo movimento de repressão ao cristianismo nas favelas de Rhotundaa.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Crenças da Galaxia III

- A Fé dos Anões

A religião anã é uma coleção de crenças e histórias compartilhadas pelos mundos anões da galáxia, sendo que sua estrutura não designa uma religião no sentido comum da palavra, pois não há nenhuma reivindicação de escrituras que foram inspiradas por algum ser divino.

Transmitidas de forma oral elas fazem referência a práticas médicas, mágicas, religiosas e filosóficas, envolvendo cura, transe, metamorfose e contato direto entre corpos e espíritos de seres míticos, de animais, mortos etc... A comunicação com estes aspectos sutis da vida pode se processar através de estados alterados de consciência. Estados esses alcançados através de batidas de tambor, danças e até ervas enteógenas.

Em muitos casos tais rituais foram descritos como uma feitiçaria realizada para “ferver” certos objetos imputados de poderes mágicos, sendo basicamente utilizado como um rito adivinhatório ou para assassinato, ou ainda, relacionado a três ações básicas: prever o futuro, aprisionar, trazer boa sorte / desgraças ou matar. Trata-se de um ritual mágico de tipo divinatório e profético, com conotações xamanistas e revelada aos anões pelos próprios Deuses. É um tipo de magia extática com transe, êxtase do celebrante e cantos da assembléia, geralmente realizada durante a noite e praticada sobre uma plataforma chamada de assento para encantamento. A sua realização é conectada com sons mágicos ou encantamentos, e a melodia é considerada bonita para os ouvidos.

Também compreende fórmulas mágicas para chamar tempestades e todos os tipos de bênçãos e injúrias, metamorfoses e predições de eventos futuros. Os rituais são antes de tudo uma forma de extensão do espírito e de suas faculdades, simbolizando o modelo vertical de universo – conforme concebido pela cosmologia anã. O xamã anão deve descer ao mundo dos mortos para relatar os ensinamentos que buscam os vivos.

Apesar de parecer que um certo tipo do sacerdócio possa ter existido, nunca houve um caráter profissional e semi-hereditário como o arquétipo do sacerdócio vaniyar. O sacerdócio na religião anã é exercido tanto por homens quanto por mulheres, com uma nítida especialização feminina.

Os mundos anõess raramente ou quase nunca tem templos em um sentido moderno. O Blotar, a forma de adoração praticada pelos anões se assemelha aos dos elfos, ocorrendo normalmente em cavernas e bosques considerados sagrados. Podem também ocorrer em casas e/ou em altares simples de pedras empilhadas conhecidas como horgr. Entretanto mundos como Dorkink e Baldarr possuem complexos de templos de tamanho considerável.

Por suas raízes xamanicas e sincrética, a religião anã é a que mais se aproxima da praticada por povos ditos primitivos e/ou subdesenvolvidos, assim como as antigas religiões praticadas por humanos e elfos. Esse caráter torna complicado traçar o grau de influencia desta fé sobre outros povos e até mesmo a influencia destas sobre a mesma.


sábado, 21 de junho de 2008

Crenças da Galáxia II

- A Fé dos Elfos

O Vaniyar é a religião tradicional dos povos elficos e está estreitamente ligada à cultura e modo de vida élfico. A palavra elfica Vaniyar significa "via dos deuses" e constitui um conjunto de crenças e práticas religiosas de tipo animista - devido à ausência de elementos como códigos de leis explícitas, filosofia textualmente definida, profetas ou um livro sagrado mais elaborado. Entretanto a imensa influencia vaniyar no comportamento e no modo de vida dos elfos é perceptível não só em seus diversos rituais, mas em todos os aspectos da sociedade e da vida, bem como sua ampla abrangência em seus mundos natais, garante a esta concepção místico-filosófica o estatuto de uma das grandes religiões da galáxia.

O estudo do Vaniyar é vital para o entendimento da cultura elfica, sua visão de mundo determina boa parte do comportamento dos membros desta raça, como sua capacidade de adaptação e absorção de novas idéias ao mesmo tempo que preserva as antigas, sua recepção a novas culturas e idéias, seu comportamento que valoriza a ética e a saúde e seu sentimento de nacionalismo racial.

O vaniyar baseia-se no culto aos dáann. Esta palavra é freqüentemente traduzida por "deus" ou "divindade", o que não traduz completamente o conceito, dado que os dáann pode ser também forças vitais ou espíritos da natureza. Ao contrário dos deuses das outras religiões, os dáann não são onipotentes ou oniscientes, possuindo poderes limitados. Nem todos dáann são bons. Alguns dáann são locais ou conhecidos como espíritos de um local em particular ou a lugares (montanhas, árvores, mares, estrelas, nebulosas, etc). Existem dáann ligados a fenômenos meteorológicos (chuva, vento, trovão...), e dáann associados à vida elfica (vestuário, transportes, ofícios, etc.). Incluem-se ainda no conceito de dáann os espíritos de elfos notáveis, como de certos guerreiros. Os espíritos dos antepassados também são considerados deuses tutelares da família ou do mundo, motivo pelo qual os ritos fúnebres possuem grande relevo. Os dáann costumam ser divididos em dois tipos: os que habitam os céus (Amadaann) e os que habitam os mundos (Kunidaann). Os dáann não são perceptíveis pelo seres materiais.

Para o Vaniyar o elfo tem uma natureza essencialmente espiritual. O ser elfico é considerado filho dos dáann. De facto, as relações entre elfos e divindades são sempre descritas em termos de antepassados, filhos, netos, descendentes. O elfo é da mesma natureza dos dáann, a quem deve a sua vida e a sua felicidade.

Sendo da mesma natureza e origem dos dáann, o elfo é naturalmente bom e perfeito. Está completamente ausente no Vaniyar qualquer idéia de pecado original, que seria um obstáculo ao caráter sagrado do elfo e à sua filiação divina. O elfo não é um ser voltado ao mal. Simplesmente, por influência de espíritos malignos, a sua vida neste mundo não é plenamente realizada. Sucumbe muitas vezes a tentações, cometendo crimes e ações erradas e dando origem a impurezas. Tem, contudo, a possibilidade de triunfar pelas suas próprias forças, pois dos dáann recebeu naturalmente tendências e faculdades para realizar plenamente o bem. Mas, mesmo quando faz o contrário, é fácil regressar à pureza original.

O Vaniyar não se propagou de forma significativa para fora do povo elfico, porque é uma religião racial por excelência. No entanto, influenciou praticamente todas as religiões dos povos que foram anexados ou tiveram contato com os Impérios Elficos em suas expansões.

Crenças da Galáxia

Este artigo se propõe a trazer um breve resumo das crenças das principais raças da Via Láctea.

- A Fé dos Homens

A maioria da humanidade dispersa professa o cristianismo, uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, tais como estes se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante do Novo Testamento. Os cristãos acreditam que Jesus é o Messias e como tal refere-se a ele como Jesus Cristo.

Os cristão crêem na existência de um único Deus, criador do universo e que pode intervir sobre ele. Os seus atributos mais importantes são por isso a onipotência, a onipresença e onisciência. Outro dos atributos mais importantes de Deus, referido várias vezes ao longo do Novo Testamento, é o amor: Deus ama todas as pessoas e estas podem estabelecer uma relação pessoal com ele através da oração. A maioria das denominações cristãs professa crer na Santíssima Trindade, isto é, que Deus é um ser eterno que existe como três pessoas eternas, distintas e indivisíveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Outro ponto crucial para os cristãos é o da centralidade da figura de Jesus Cristo. Os cristãos reconhecem a importância dos ensinamentos morais de Jesus, entre os quais salientam o amor a Deus e o amor ao próximo, e consideram a sua vida como um exemplo a seguir. Acreditam que ele é o Filho de Deus que veio à Terra libertar a criação do pecado através da sua morte na cruz e da sua ressurreição, embora variem entre si quanto ao significado desta salvação e como ela se dará. Para a maioria dos cristãos, Jesus é completamente divino e completamente humano.

Acreditam os cristãos que a fé em Jesus Cristo proporciona aos seres humanos a salvação e a vida eterna. Alguns julgam que precisam cumprir certas obras para obter a salvação (salvação por obras) e outros que, embora o que salve seja a fé, esta apenas pode ser demonstrada se a pessoa agir de acordo com aquilo que crê. A visão cristã sobre a vida depois da morte envolve, de uma maneira geral, a crença no céu e no inferno. A Igreja Católica considera que para além destas duas realidades existe o purgatório, um local de purificação onde ficam as almas que morreram em estado de graça, mas que cometeram pecados.

Os cristãos acreditam na Igreja, entendida como a comunidade de todos os cristãos e como corpo místico de Cristo presente na Terra e sua continuidade. As principais igrejas ligadas ao cristianismo são: a Igreja Católica, as Igrejas Protestantes e a Igreja Ortodoxa. Destas nenhuma é mais importante e influente do que a Igreja Católica – responsável por ¾ do rebanho cristão da galáxia – possuindo um status invejável como organização religiosa.

Devido a seu próprio caráter “missionário” o cristianismo, desde cedo, foi levado às outras raças galácticas alcançando a conversão de quase todos os basteth, daqueles que vivem em mundos humanos, além de pequena quantidade de anões. Entre os elfos é de especial citação o caso manassita; onde a mensagem cristã alcança notável penetração – principalmente entre os jovens elfos – levando a alguns a calcular que o numero de cristãos élficos esteja em torno de 10% da população planetária.

Não se tem noticias “confiáveis” sobre conversões de membros da raça goblin, mas considerando o caráter de sua religião racial podemos entender a falta de fontes. Mesmo assim sabe-se que a fé cristã é praticada, às escondidas, por escravos humanos ou não, nas favelas de Rhotundaa.

Entre os tricera não há noticias de conversões, apesar da presença de missionários jesuítas nas cortes de, pelo menos, dois chefes de clã. Entre os povos bárbaros é digno de nota a conversão dos orcos do clã Haradrim, que habitavam o Sistema Solar na época da Reconquista.

Além da resistência dos sacerdotes das crenças tradicionais o cristianismo é fortemente reprimido em Tell-el-Amarna, onde é visto como aliado do povo amarna, por causa do trabalho missionário e humanitário empreendido entre os membros desta raça nativa.

Além do cristianismo, várias outras religiões humanas são ainda cultuadas; é possível encontrar comunidades que professam a fé judaica, islâmica ou sincréticas nos principais mundos humanos. Tell-el-Amarna é o único planeta conhecido cuja população é majoritariamente muçulmana. Este mundo tem procurado expandir a fé islâmica através da colonização de novos mundos já que a crença numa fé exclusivista impede a conversão de membros de outras raças.

sábado, 14 de junho de 2008

Lançamento: Interstella 3D&T

Lançamento: Interstella 3D&T

É com orgulho que anunciamos a lançamento do livro do básico do Interstella - Cenário de Campanha.

Interstella está dividido em oito capítulos:

Parte 1 – O Cenário: aqui você vai conferir um pouco sobre a situação da galáxia.
Parte 2 – Novas Regras: aqui detalhamos as novas regras, além de novas vantagens, desvantagens, equipamentos e cibernéticos.
Parte 3 – Mundos: aqui descrevemos a origem da Dispersão além de seus principais mundos.
Parte 4 – Organizações: Algumas das organizações e entidades mais importantes da galáxia para os personagens jogadores adotarem como Patronos.
Parte 5 – Outros Destaques: Mais lugares da galáxia.
Parte 6 – Saque e Conquista: as principais raças inimigas dos mundos civilizados.
Parte 7 – Bergahazza: uma nova ameaça vinda das profundezas do espaço
Parte 8 – Aemon: Monstros gigantes



Espero que esteja no agrado de todos