- A Fé dos Goblins.
Os goblins acreditam em um espírito supremo cósmico, que é adorado de muitas formas, representado por deidades individuais. Esta crença é centrada sobre uma variedade de práticas que são meios de ajudar o indivíduo a experimentar a divindade que está em todas as partes e realizar a verdadeira natureza de seu Ser. A religião goblin não possui apenas um único fundador e é baseado em textos religiosos desenvolvidos por vários séculos que contém insights espirituais e fornecem um guia prático para a vida religiosa.
O Snathana, O Caminho Eterno, é o nome que tem sido usado para representar a fé goblin desde a antiguidade. De acordo com os goblins, transmite a idéia de que certos princípios espirituais são intrinsecamente verdadeiros e eternos, transcendendo as ações goblins, representando uma ciência pura da consciência. Mas essa consciência não é meramente aquela do corpo, da mente ou do intelecto, mas a de um estado de espírito supramental que existe dentro e além da existência, o imaculado Ser de tudo. A religião dos goblins é a busca inata pelo divino dentro do Ser, a busca por encontrar a Verdade que nunca foi perdida de fato.
O Snathana tem uma concepção social que se expressa num sistema de castas que estão ligadas às tendências predominantes nos indivíduos. Assim, aqueles em que são inclinados às atividades espirituais, à filosofia, à literatura, às artes, às ciências e ao conhecimento serão da casta dos Rhamin. Áqueles inclinados naturalmente a atividades enérgicas, agressivas, à conquista de coisas (terras, riquezas) e pessoas (domínio dos outros), à aversão à pobreza e à modéstia, à busca da fama e da notoriedade serão Shatra (guerreiros e governantes) ou Vasha (comerciantes, proprietários de terras). Na casta dos Hudra (artesãos, operários, camponeses) estão todos àqueles inclinados à passividade, à inércia, à falta de ambição, à ignorância, ao medo de assumir responsabilidades e riscos, a viver o dia-a-dia em ocupações humildes, repetitivas e cansativas, deixando-se conduzir pelos mais fortes e enérgicos.
Existem ainda os "sem casta”, chamados Til ou “Os Parias”. São constituídos por aqueles (e seus descendentes) que violaram os códigos das castas a que inicialmente pertenciam. São considerados impuros e, por isso, ninguém ousa tocar-lhes. Fazem os trabalhos considerados mais desprezíveis: recolha de lixo, coveiros, talhantes, etc. Fora do sistema das castas, também existem os Tilian (escravos), os Avasis (outros povos goblinóides) e os Echhas (raças estrangeiras).
Neste sistema o goblin só é entendido como pertencente a uma casta a quem ele deve fidelidade absoluta. Se por acaso infringir as normas da sua casta, o indivíduo é expulso, tornando-se um paria ou intocável (Til).
Todo goblin tem como ideal a seguir os "quatro objetivos da vida": amká, atrha, harma e sharu. É dito que todos os goblins seguem o amká (prazer, físico ou emocional) e atrha (poder, fama e riqueza), mas brevemente, com maturidade, eles aprendem a controlar estes desejos, com o harma, ou a harmonia moral presente em toda a natureza. O objetivo maior é infinito, cujo resultado é a absoluta felicidade, sharu, ou a liberação do ciclo de renascimentos (o ciclo da vida, morte, e da existência dual).
O sistema de estratificação social firmado sobre a concepção das castas é o maior empecilho para a propagação da fé snathana entre outros povos, afinal para a religião goblin um estrangeiro sempre será um Echha ou Tilian. Este é, também, o principal motivo de impedimento para que goblins se convertam a outras crenças – um goblin que faça isso é imediatamente considerado um paria – e aqueles que o fazem preferem manter segredo sobre sua conversão.
A única exceção são os Til que estão se convertendo maciçamente a fé cristã – trazida por escravos humanos – porque está não os exclui. Tal movimento de conversão tem chamado a atenção dos sacerdotes e autoridades goblins, que preocupados com a subversão da ordem social iniciaram um amplo movimento de repressão ao cristianismo nas favelas de Rhotundaa.
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